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Ministério de Levitas

O Encontro de Levitas é um Encontro voltado para todos aqueles que querem aprender um pouco mais sobre o ministério levítico dentro dos princípios da Palavra, como também, respaldar aqueles que foram chamados para esse importante ministério.

Quando falamos de levitas, muitos se perguntam: o que é isso? Seria eu um levita? Bem, existem duas aplicações quanto ao ministério levítico. A primeira está relacionada ao serviço no templo como um ministério sacerdotal, seja na introdução, som, filmagem, finanças, louvor, dança e todos as demais funções relacionadas à casa de Deus (templo). A segunda está direcionada a todo servo de Deus, pois quando estudamos sobre os levitas, a primeira definição que se nos apresenta está diretamente relacionada ao serviço. Ora, Jesus foi o nosso maior exemplo de serviço. Ele nos ensinou que deveríamos ser servos um dos outros. Então o ministério levítico começa aí. Você já imaginou quando todos na igreja entenderem sobre ser levita no serviço ao seu próximo, ao seu irmão? Que tipo de igreja teremos quando todos entenderem isso? Com certeza a conquista de vidas será uma conseqüência natural de uma vida devotada ao serviço a Deus e ao próximo.

Outra característica que marca a vida de um levita é a santidade. A palavra nos diz: “sede santos porque Eu, o Senhor, Sou Santo”. Deus nos apresenta uma ordem imperativa, “sede Santos”. No Novo Testamento, a Bíblia nos mostra em I Tessalonicenses 5.23 acerca da santidade que devemos ter em nossa vida até a vinda do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, ou seja, em um contexto geral, todos nós fomos chamados à santidade e ao serviço do Reino de Deus. Logo, em princípio, todos nós somos, também, levitas.

Em I Pedro 5:20-23 encontramos uma referência acerca do sacerdócio real. Os levitas eram uma tribo sacerdotal, porque todo sacerdote era um levita. Era uma chamada irrevogável, vinda do próprio Deus, um decreto estabelecido por Deus para com os descendentes de Aarão. Esse texto de I Pedro nos mostra que Ele, o Eterno, nos escolheu, nos elegeu sacerdotes reais, nação santa, assim como acontecia com os descentes da tribo de Levi. Não pretendemos retomar as funções levíticas como tribo, porque em Jesus, fomos feitos, um só povo, mas o que temos aprendido é que os princípios que regiam os levitas são eternos, pois se não servimos uns aos outros, nos amando, nos respeitando, honrando e mantendo uma vida em santidade, ignoramos os ensinamentos daquele que é, que era e há de vir, Yeshua Ha’Mashiach, o verbo vivo de Deus.

Bem-vindos ao Encontro de Levitas, um encontro que mudará sua vida, como divisor de águas.

DE ONDE ENTÃO VEM O CONCEITO DE "LEVITA"?

Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de "levitas". Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).

De onde então vem o conceito de "levita"? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, "levita" significa "descendente de Levi", que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a Igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome "levita", embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados "levitas". O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25:1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Por meio deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Cro 25:7). E nós? O que somos? Se quisermos usar o nome de "levitas" precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

A DANÇA À LUZ DA BÍBLIA

Por Orlando Caetano

Com exceção da dança de Salomé perante Herodes (provavelmente uma espécie de pantomima de influência romana), os múltiplos casos, exemplos e citações relacionados com a dança na Bíblia nem têm um caráter de sedução lasciva, nem são danças «a solo», exceto a dança (II Sm. 6:14-16; Cr. 15:29) de David, o «homem segundo o coração de Deus», tão respeitado pelo Povo do Senhor, ainda hoje.

Geralmente as danças são expressões grupais: de alegria, divertimento e/ou adoração a Deus.

Nomeadamente no livro de Salmos, há convites bem explícitos para louvar a Deus com danças, como por exemplo em Salmos 149:3, 150:4 (alguns tradutores escreveram flauta em vez de dança!!) .

Algumas outras referências:

Juizes 21:19-23;

I Samuel 30:16;

II Samuel 6:5: “David e toda a casa de Israel dançavam diante de Jeová...”

Salmo 87:7: “Dirão tanto os que cantam como os que dançam: todas as minhas fontes são em ti”;

Cantares 6:13: “Volta, volta ó Sulamita... Porque quereis contemplar a Sulamita, como a dança de Mahanaim?”.

(Tradução Brasileira, das Sociedades Bíblicas Unidas, corroborada pela ISBE, Enciclopédia Bíblica Internacional, vol II, p.1169-1170).

Na parábola do Filho Pródigo, (Lucas 15:25) a dança assume um caráter bastante significativo, não só por ser uma alusão referida por Jesus, o Verbo que atualizou a Palavra de Deus e a personificou (Hebreus 1:1), mas também porque essa parábola ilustra a relação do homem com Deus, e a alegria que existe no céu quando um pecador se arrepende. Ora essa alegria é traduzida de várias formas, sendo uma delas a dança.

Talvez no céu isso aconteça, numa situação como essa e, se assim for, então existem danças no Céu. Os anjos dançam e cantam de júbilo quando uma criatura humana volta ao Lar Paterno! Não estou a afirmar, mas é uma possibilidade! Um dia saberemos ao certo, na Sua divina presença. Aleluia!

É também de salientar que a dança fazia parte da vida corrente, entre os judeus, e até dos jogos infantis, como lemos em Mateus 11:17 e Lucas 7:32.

Perante o que lemos na Bíblia, a dança é uma expressão de alegria, de festa, de convívio e de adoração a Deus. É de lamentar que, entre os cristãos evangélicos, se dance tão pouco.

Claro que, em todas as práticas, inclusive as artísticas, há sempre o bom e o mau. Existe má literatura, mas continuamos a ler bons livros. Existe má fotografia, mas continuamos a tirar e a ver fotografias. Existe má pintura, mas continuamos a pintar e a apreciar as artes plásticas. Existe mau cinema, mas continuamos a valorizar grandes obras cinematográficas. Existe mau teatro, mas também há bom teatro; má escultura e boa; péssimos programas de televisão e outros excelentes, etc..

“Examinai tudo, retende o bem”, aconselhou o apóstolo Paulo (I Tess. 5:21).

E podíamos dizer ainda que, infelizmente, dentro das igrejas também existe o bom e o mau. Há pessoas sinceras e outras hipócritas, há cristãos honestos e outros que o não são, e há também muita vaidade, muita maledicência, muita falsa santidade, muita inveja, muito fanatismo...

Ao Senhor e só a Ele compete separar o trigo do joio.

Por isso, irmãos, se sentem o desejo de cantar, cantem! Se sentem o desejo de tocar, toquem. Se sentem o desejo de dançar, dancem... desde que em tudo o que façam não haja maldade, mas sim um espírito são, de alegria, de comunhão, de louvor a Deus, ou de simples diversão saudável, comunicativa!

Eu próprio tenho dançado, nomeadamente em festas de alunos meus, a seu convite, em ambiente de são convívio.

Voltemos à Bíblia. Dancemos!

FORMANDO A PERSONALIDADE DE UM LEVITA GUERREIRO

Pr. Gilmar Britto - MIR

Texto: I Sm 16.14-18

Esse texto faz referência a um grande guerreiro da Bíblia, Davi. Ele era valente e homem de guerra.

“Então respondeu um dos jovens e disse: Eis que tenho visto um dos filhos de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele”. (I Sm 16:18)

COMO DEVE SER A PERSONALIDADE DE UM LEVITA GUERREIRO?

1 - Ser um valente;

2 - Animoso, alegre;

3 - Homem de guerra;

4 - Firme em palavras;

5 - Gentil presença;

6 - O Senhor é com ele;

Davi foi chamado por Saul para que quando o espírito mal da parte do Senhor viesse lhe atormentar, Davi ao tocar sua harpa o libertasse.

Davi era um guerreiro do Senhor, ele era valente, pois enfrentou Golias sendo apenas um pastor de ovelhas. Porém, o Senhor estava com ele, ele buscava ao Senhor de todo o seu coração e O obedecia. Golias afrontava o Deus de Israel e Davi como homem de guerra venceu o gigante e toda a sua afronta.

O QUE PRECISAMOS FAZER PARA TER A PERSONALIDADE DE UM GUERREIRO?

1 - Tomar posse das armas espirituais (Ef 6.10-17)

2 - Vencer os gigantes que tentam nos derrubar.

QUE GIGANTES SÃO ESSES QUE TENTAM DEFORMAR NOSSA PERSONALIDADE, NOSSA LIDERANÇA?

Esses gigantes podem ser:

1 - na área das emoções;

2 - da vontade;

3 - na alma;

4 - nos sentimentos;

Como guerreiros, precisamos identificar esses gigantes e vencê-los.

QUAL FOI O SUCESSO DAS CONQUISTAS DE DAVI?

1 – Sujeitou-se a Deus;

2 – Buscou a Deus;

Davi teve muitas vitórias, porém o seu sucesso dependeu de sujeitar-se a Deus. Ele O buscava para tomar decisões. Todas as vezes que pedimos orientação de Deus para a nossa vida, não andamos trôpegos e mancos. A vontade de Deus sempre é a melhor para a nossa vida.

COMO VAMOS FORMAR ESSA PERSONALIDADE GUERREIRA?

1 - Rompendo com velhas estruturas;

2 - Buscando o Novo para nossa vida;

3 - Sepultando o velho homem;

4 – Andando em novidade de vida;

Deus quer que cresçamos a cada dia para alcançarmos lugares mais altos. Para isso precisamos romper com as velhas estruturas (sepultar o velho homem) e buscar o novo – andar em novidade de vida (Rm 6:4).

No texto de Lucas 7:31, vemos que Jesus é o único que tem coragem de ensinar a uma sociedade tradicional e viciada culturalmente a fazer o novo. Ele nos desafia a criar e a nos mover em situações novas e fazer exatamente como o Espírito Santo nos guia a fazer, mesmo que isto signifique sair da “liturgia fechada” ou seja, da tradição.

O homem que não aceita mudanças sempre vai se apegar a algo como desculpa para não mudar. É incapaz de ver os seus erros, é acomodado.

Temos que romper com a tradição. Nos cultos, precisamos de sensibilidade do Espírito Santo para saber a hora de começar e terminar. A nossa liturgia na maioria das vezes atrapalha o que Deus quer fazer. Precisamos estar sensíveis para ouvir a voz de Deus.

“São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros...” (Lc 7:32)

Quando crianças gritam em uma praça umas para as outras, o que elas querem dizer? Não sabemos. Muitas vezes fazemos coisas que ninguém entende, porém o levita que tem a personalidade formada, deve ser claro e específico em tudo aquilo que faz.

O levita não solta um grito sem um propósito, não faz uma proclamação sem saber para que serve. O levita é altamente responsável com tudo o que está ministrando.

Jesus ensinava a ortodoxos que eles deveriam saber a hora de chorar, rir e dançar. Os doutores da lei eram responsáveis em interpretar as escrituras, ou seja, fazer a hermenêutica. Se formos responsáveis em trabalhar para Deus, deveremos saber o que Deus quer.

O levita é aquele que sabe interpretar corretamente o que Deus o está instruindo a fazer. Muitas vezes interpretamos situações ou pessoas erroneamente, e então pecamos.

O levita é aquele com sensibilidade para musicalisar como Davi foi usado para libertar Saul através da música. O levita tem um ministério completo, ele é um guerreiro, porque somente um guerreiro saberá fazer exatamente segundo a sua guerra. Só ele sabe qual território quer conquistar.

Quais territórios você quer conquistar? Quais as áreas da sua vida que precisam ser conquistadas? Hoje, a nossa maior guerra não é a externa, mas a interna.

Enquanto os outros países são altamente preparados para atacar em uma guerra, Israel é o país mais bem preparado para se defender, e todas as vezes que Israel se defendeu em um ataque, além de se defender com êxito, ainda conquistou um território novo.

Todas as vezes que o levita enfrenta uma guerra, é a oportunidade que ele tem de conquistar um território novo. Devemos aprender a celebrar durante a luta já comemorando o novo território que será conquistado. E, que território é esse? O território segundo a luta que se está travando. Pode ser uma conquista financeira, familiar, celular, pessoal, etc.

Com a personalidade formada, não segundo os conceitos humanos, da psicologia, mas segundo a palavra de Deus, você vai conquistar novos territórios e vencer, pois em Jesus você é mais do que vencedor.

Como esse levita conquistava as suas guerras? Além de ter uma personalidade formada, tinha uma arma essencial, que deve ser a nossa, a ADORAÇÃO.

SER USADO X SER APROVADO

Pr. Sóstenes Mendes Xavier

Igreja Batista Getsêmani

Repita a frase: Eu não quero somente ser usado por Deus. Quero ser aprovado!

Existe uma grande diferença entre ser usado por Deus e ser aprovado por Deus. É uma diferença tão grande, que chega a ser assustadora. Mateus 7:21-23 nos mostra uma cena onde Jesus tem um diálogo com pessoas que foram USADAS para operar milagres e maravilhas em Nome de Jesus. Leia cuidadosamente cada palavra, mesmo que você já conheça o texto. Lembre-se que os detalhes é que contém o tesouro escondido nessa passagem tão pouco pregada.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.

Talvez sua primeira reação seja: “Ah, eu já conheço este texto”; (esse é o erro de muitos cristãos hoje em dia). Mas Jesus, falando aos discípulos, lhes disse que esta cena aconteceria. E o mais assustador: Jesus não falou que alguns lhe dirão isto. Ele disse que muitos, naquele dia, lhe questionarão sobre os seus feitos, usando como argumento o fato de terem sido USADOS por Deus.

E o que isso tem a ver com instrumentistas, cantores, artistas plásticos, dançarinas, dentre outros, que usam formas de arte para adorar a Deus?

Ás vezes você está ministrando ao coração de Deus, quer seja tocando, cantando ou através de qualquer outra forma, já citada. E você consegue ver o agir de Deus. Você pode sentir o mover do Espírito Santo. Talvez você esteja fazendo algo e vendo as pessoas sendo abençoadas, curadas, restauradas. E então você vai embora pensando: “Que benção! Deus me usou!”. Mas o fato de Deus ter usado você (no caso, um vaso, canal para o Espírito Santo), não significa que tudo está bem dentro do seu coração! Infelizmente esta é a verdade e não conheço uma forma mais clara de dizê-la. Ser usado não significa ser aprovado. Talvez você pense: “Mas Deus não usa um vaso que não está santificado!” Deus USOU Faraó! Ele mesmo disse que o usaria para levantar Seu Nome e mostrar a Sua Glória! Deus usou Nabucodonozor! Deus usou a famosa mula de Balaão! Então, Deus usa sim! Você também já deve ter ouvido histórias em que pessoas incrédulas, iníquas, são ‘usadas’ por Deus para até mesmo falar com ‘cristãos’ que infelizmente não têm dado ouvidos a Deus. Deus usa incrédulos! Deus usa quem Ele quer!

No texto de Mateus, é inquestionável o fato de que aquelas pessoas tenham sido usadas por Deus. Elas operaram muitos milagres. Elas curaram. E não foi no nome delas mesmas. Foi no Poderoso Nome de Jesus. E aqueles que foram curados, receberam milagres, libertação de espíritos malignos pelo poder de Deus foram ricamente abençoados. E talvez saíram pensando: ‘Puxa! Fulano é uma benção! Deus o usou na minha vida para que eu fosse liberto, curado, etc’. Repito que ser USADO por Deus não significa que seu coração está correto perante o Espírito Santo, que tudo vê e tudo sonda.

Quando Deus te usa e pessoas são abençoadas, nunca é por sua causa, porque você ‘orou o suficiente’, ‘jejuou o suficiente’, etc... Sempre é por dois motivos: primeiro porque Ele é fiel à Palavra Dele, e segundo, por misericórdia das pessoas às quais você ministra; Ele honra aqueles que estão ali, sedentos para receber de Deus! Vemos pastores, ministros, etc, que são tremendamente usados por Deus e saem achando que são os mais ungidos!

Deus tem martelado esta palavra em minha mente: SER USADO NÃO QUER DIZER SER APROVADO.

Acredito que quando somos aprovados, conseqüentemente somos usados por Deus, pois estamos levando uma vida reta diante dos olhos do Senhor. Mas o contrário nem sempre é verdade. Ser usado não quer dizer que somos aprovados.

Paulo, em sua carta a Timóteo, deixa um conselho extremamente sábio e útil para nossas vidas nos dias de hoje. Ele não disse para que Timóteo se apresentasse a Deus como alguém USADO. Ele disse:

“Procura apresentar-te a Deus APROVADO, como obreiro que não tem de que se envergonhar...” (II Tm. 2:15).

Por isso concluo, dizendo que não quero somente ser USADA para ser benção na vida de outras pessoas, usando o precioso Nome de Jesus para operar milagres, e no último dia, ouvir: “Apartai-vos de mim!”. Não é esta a frase que quero ouvir de Deus. E sei que minhas atitudes fora dos ‘holofotes e luzes’, quando ninguém me vê, é que vão determinar qual a reposta que receberei de Deus. Eu quero ouvir: “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt. 25:23).

E para sermos aprovados, temos que seguir os passos de Jesus, irmos para a nossa cruz todos os dias e carregá-la, vivendo de um modo digno do nome que carregamos.

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc. 9:23).

Que o Senhor te abençoe e imprima estas palavras em seu coração sedento!

LEVITAS DÃO FRUTOS PARA A ETERNIDADE

Sóstenes Mendes Xavier

Pastor e ministro de louvor da Igreja Batista Getsêmani

“LEVITA NÃO É O MÚSICO, MAS TODO AQUELE DISPOSTO A SERVIR.”

Gosto sempre de lembrar: levita não é o músico, mas todo aquele disposto a servir. Não existe uma importância maior para o músico no Reino de Deus. Tanto o que toca, quanto o que abre a porta ou limpa o chão, servindo ao Senhor, é levita.

Quero relembrar também que a glória da presença de Deus é trazida no ambiente, pelos levitas. A presença de Deus em nosso meio não se dá por nenhuma das nossas programações, liturgias, idéias, enfeites ou recursos materiais, mas pela vida dos levitas.

Se eu decido viver para servir ao Senhor e aos irmãos, então o Espírito de Deus começa a se manifestar de uma forma tão intensa que a glória de Deus vem cada vez mais intensa e poderosa.

Os levitas podem dar muitos frutos, cada um de acordo com o talento que recebeu de Deus. As igrejas podem desenvolver maravilhosos projetos e idéias, podemos construir muitas coisas, mas tudo o que produzirmos nesta terra ficará aqui mesmo, não durará para sempre. Só há um fruto que os levitas podem produzir para a eternidade. Só há uma missão ou projeto da igreja local que permanecerá para sempre. Só há um trabalho que vale a pena investirmos.

Vidas

Se nós, como levitas do Senhor, usarmos os talentos para alcançarmos vidas, caminharmos com elas ensinando a Palavra, edificando o Corpo de Cristo, então estaremos produzindo frutos eternos. Todos os recursos físicos que precisamos virão do Senhor para nós. Não precisamos nos ocupar em ajuntar, construir, fazer, realizar...

Conheço muitas igrejas em todo o mundo. Vejo muitas delas, inclusive bem perto de nós, que se ocupam demais em construir e ampliar o patrimônio, são igrejas e ministérios que não “armazenam” frutos na eternidade.

Mas conheço também muitas igrejas que estão crescendo e sendo tremendamente usadas por Deus para o resgate de milhares de vidas. Elas também constroem, pois a cada dia precisam de mais espaço para comportar as vidas, mas a prioridade continua sempre sendo as vidas. Precisamos estar na presença do Senhor para recebermos mais e mais unção e poder, a fim de sermos autoridades espirituais, resgatando e instruindo muita gente, no caminho santo da vida cristã.

Parece que estes objetivos de vida não têm muito haver com os músicos. Vemos sempre os músicos envolvidos em gravações, shows, projetos e projetos... Meus irmãos, todos os frutos que podemos produzir com nossas mãos, se não forem simples instrumentos para abençoar vidas, então serão queimados como palha no fogo. Somente as vidas transformadas pelo Espírito Santo através de nós, serão frutos eternos.

De que me importa produzir tanto nesta Terra e não poder apresentar meus frutos na eternidade? Quero usar os talentos que recebi do Senhor, para que Ele possa realizar Seu maior desejo: salvar vidas. Quero ser alguém que quando toca ou canta, gera o mover de Deus para transformação de vidas. Quero ser um canal de salvação e edificação.

Não quero passar minha vida “realizando coisas” Não quero me gastar em projetos, quero me gastar nas mãos do Senhor para edificação de vidas, frutos eternos. Como levita do Senhor, o que você tem produzido para o Reino? Os frutos que brotam da tua vida são frutos eternos ou passageiros?

É claro que executaremos muitos projetos terrenos, dirigidos pelo Senhor. Porém todos os projetos precisam ter um só objetivo: alcançar e discipular vidas! Os ministérios de música das igrejas precisam entender cada dia mais a função espiritual dos levitas e da própria música. Enquanto servimos ao Senhor com nossos talentos musicais, gerando louvor e adoração, não produzimos apenas arte, mas produzimos palavras e sons proféticos que geram o mover da Palavra, o mover do próprio Jesus.

Desafio você a se reunir com o departamento, ou o ministério ao qual pertence em sua igreja e ter um tempo de oração e busca diante do Senhor. Clamem a Ele pedindo mais e mais sabedoria quanto às atividades que lhes tomam o tempo. Declaremos juntos ao Pai: Senhor, queremos ocupar toda a nossa vida em projetos vindos do céu para salvação e edificação de vidas. Queremos ser levitas de verdade. Queremos produzir frutos para a eternidade!

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